Porquê Investigação?

RESUMO

O meu trabalho não é investigação em arte, mas é sobre investigação em arte. Com esta designação procuro referir-me a uma articulação muito particular entre pensamento, história e política, presente na concepção, realização e ressonância de trabalhos artísticos. O meu compromisso é o de fazer uma análise do discurso da investigação em arte, sem que para isso aceite enquadrar-me nos limites já traçados da teoria sobre a prática, começando por tentar responder à questão central que, a meu ver, atravessa toda a loquacidade da investigação no domínio das artes no presente: porquê “investigação”?

Neste texto deter-me-ei com três entradas possíveis para a pergunta, todas elas confluentes na complexidade do discurso: o sentido atribuído pelo senso-comum à palavra “investigação”, que se dirigirá para uma aproximação à ciência; a questão da formulação desse sentido no mundo da arte, com recurso à história; e a ‘teoria institucional’ da investigação em arte, a qual releva propósitos políticos e económicos, evidenciando ainda mais a condição discursiva da investigação em arte. Daquilo que nos deixa a última entrada, vale a pena perguntar: como se pode transformar a investigação em arte numa prática epistemológica credível?

Autor(es)
Ano 2014
Tipo Artigo em revista
Publicação Derivas: Investigação em Educação Artística, 1
Páginas 63-72
Editora i2ADS - nEA
Ed/Org Catarina S. Martins & José Carlos de Paiva
ISBN / ISSN ISSN: 2183-3524
Idioma Português
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