O ECRÃ – operatividade de um dispositivo no território das práticas artísticas contemporâneas

O ecrã, infiltrado no território das práticas artísticas contemporâneas, apresenta-se como um dispositivo dotado de uma operatividade, capaz tanto de organizar o espaço obscurecido onde lhe faz face a imagem projectada, como de se dispor instalado capturando a atenção do observador pela sua força lumínica, ou mesmo de se apresentar como uma superfície interactiva e totalmente penetrável por meio da acção do corpo. Convertido em receptor, emissor e interface, o ecrã não só foi campo de contínuas mutações como foi reformulando as proposições que requereu ao próprio sujeito. Esta investigação pretende ser um contributo para o estudo dos domínios híbridos nos quais se cruzam regimes de visualização diferenciados, que tanto o operam enquanto moldura, que actua como uma janela para um outro espaço, assim como o colocam no interior da experiência imersiva, permeável ao desvanecimento dos seus contornos.

Autor(es)
Ano 2008
Tipo Tese
Instituição Faculdade de Belas Artes, Universidade do Porto
Grau Mestrado
Orientador(es) Cristina Mateus
Idioma Português
Área Artes Plásticas
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