O Discurso Modernista da Pintura

Esta é uma tese sobre leitura de imagens da arte que utiliza como aparato conceitual a semiótica discursiva. Propõe-se a compreender a pintura moderna produzida no Brasil considerando o seu discurso estético, tal como é construído nas e pelas pinturas. Esta semiótica considera não só a pintura mas qualquer linguagem como um texto, preocupando-se com os mecanismos que o engendram e que o constituem como uma totalidade de sentido. No caso as pintura, trata-a pela sua construção explorando as expressões das formas e de sua disposição no espaço, das cores, dos materiais empregados e dos contrastes plásticos que se encontram conenetizados nela, e que constróem categorias de significantes associados a significados. O movimento de análise exigido para a semioticista é o de tornar visíveis esses processos de estruturação da pintura. Na busca de sua significação descreve-se a ação pictórica, re-pintando o conjunto de efeitos no sentido que atuam sobre aquele que a vê. A pintura torna-se visível e o que ela faz ver é o que está inscrito netal. Dividiu-se o trabalho em três grandes tempos. No primeiro, a apresentação do suporte metodológico, dos critérios e justificativas que guiaram a escolha do corpus. Com um olhar ampliado, buscou-se o esboço, na Europa, do projeto estético delineado pela arte moderna, para, em seguida, identificar-se o percurso modernista no Brasil entre 1922 e 1955. O segundo tempo é o das análises, em que se aprende não os efeitos de sentido que emanam de cada uma das pinturas e o discurso estético presente nelas. No terceiro tempo, no entrecruzamento das obras, a sistematização dos que cada análise delineou de modernidade nos discursos.

Autor(es)
Ano 2000
Tipo Tese
Instituição Pontificia Universidade Católica de São Paulo
Grau Doutoramento
Orientador(es) Ana Claudia Mei Alves de Oliveira
Idioma Português
Área Artes Visuais