O Caderno e o Arquivo – o espaço das coisas

Ao acedermos à produção gráfica pessoal de um autor, é possível constatar que não só esse processo está repleto de passos concretos e determináveis, com escolhas e orientações convergentes, como a sua atenção é conduzida para a procura e reunião de material diferenciado que privilegia a descentralização e a dispersão, criando uma multiplicidade de núcleos de interesse que materializam um universo de coisas:

Ideias, anotações gráficas e escritas, fragmentos de ordem diversa, desenhos e fotografias, mapas e objetos, recortes, entre outros, vão sendo reunidos e armazenados, formando um universo de vestígios em suspensão. Latentes em significado, relacionam-se informalmente, resgatando memórias, evidenciando ou sugerindo ligações com determinados núcleos de trabalho.

Este é um espaço de organização disseminada em que a seleção se prende com a recolha de informação diversa, com maior ou menor índice de interesse e que vai sendo acumulada e guardado em diversos suportes. A razão do seu armazenamento associa-se, fundamentalmente, à necessidade que o autor tem em se fazer cercar de todo o tipo de informação que lhe garanta a existência do seu universo pessoal. De o ver e experimentar para o tornar real. Mas não só.

Autor(es)
Ano 2012
Tipo Artigo de opinião em jornal, Artigo electrónico
Publicação Atas dos Encontros Estúdio Um: Temas e Objectos do Desenho, 3
Páginas 15-22
Editora EAUM
Local Guimarães
Ed/Org Paulo Freire de Almeida; Miguel Bandeira Duarte
ISBN / ISSN 2182-6749
Idioma Português
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