Já que tens que esperar…

Já que tens que esperar…porque é que não ficas aqui.
Estamos sempre à espera de alguma coisa, que alguma coisa aconteça, se resolva, para que a vida prossiga neste ritmo binário de corre, pára, corre, pára, sem espaço para respirar, num constante zapping de insatisfação. Reveladora de alguma estranheza de nós com nós próprios e na relação que estabelecemos com os outros e com o que nos rodeia, a situação parece tender a agravar-se.
Esta montanha/ nuvem liga o céu à terra, liga-nos aos extremos. ” Felizmente, dado que também temos a capacidade de reflectir e planear, temos um meio de controlar a influente tirania da emoção…”*
Sem ter qualquer certeza acerca dos comportamentos que serão provocados, dos estímulos e sentimentos, convido-vos, neste espaço que vos pertence, que está tão próximo do vosso corpo e que não faz sentido sem ele, a partilhar uma viagem pelo tempo na qual o envolvimento atravessa o palco das emoções.

Rute Rosas
Porto. 2001

* Damásio, António in O Sentimento de Si

Autor(es)
Ano 2001
Tipo Capítulo de Livro, Texto em catálogo
Publicação Os Outros Em Eu – O Estranho Terrível Outro
Páginas 226
Editora IPATIMUP
Local Porto
Ed/Org IPATIMUP – BIAL – Porto 2001
Idioma Português
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