“Give me your voice, I’ll give you my art”: a arte nos limites da esquizofrenia social

Sinopse

Este texto pretende expandir anteriores momentos de reflexão sobre questões que se prendem com a prática artística nos limites de múltiplas fronteiras, primordialmente no que toca as noções de polifonia, de posicionamento, de voz em suma. Por esta via, tanto a própria estrutura do texto, como aquilo que ele pretende evocar, pensam a prática artística nas suas manifestações (e nos limites das mesmas) de marcada polifonia e, usando um termo de Baktin, heteroglossia, com toda a carga de desconexão (ajuste ou desajuste entre realidade pensada e realidade vivida) e/ou sobreposição identitárias (quiçá mesmo existenciais) que isto possa comportar. De uma forma global, o texto sugere, a partir da apropriação de uma noção de esquizofrenia social, a passagem ao que costumo chamar, com alguma licença lexical, de “esquizofrenia identitária” que tem informado o meu trabalho e pensamento nos últimos anos e que me parece informa também as formas de transmissão de conhecimento na contemporanidade.

Ano 2007
Tipo Publicação em Actas
Publicação Conferências na Fábrica
Local Fábrica de Curtumes, Guimarães