Estúdio pastilha elástica

Este texto é o resultado de uma reflexão em acção e sobre uma acção, propondo pensar a união simbiótica entre o
professor-artista e a noção de estúdio expandido. Podemos enquadrar este tema cruzando o tem do sido escrito sobre o conceito de
professor-artista (Daichendt, 2010), desde o campo particular da arte, com a investigação e desmistificação em torno do conceito
de estúdio, como um espaço isolado para a produção artística. Ora o estúdio, metaforicamente pensado como pastilha elástica, desenha através de si um movimento ruminante, auto-reflexivo, ao mesmo tempo que propõe uma visão elástica e expandida do conceito estúdio, muito próxima do que Krauss (1972) denominou para o campo da escultura. É transportando o pensamento do estúdio, do local do artista, para a sala de aula, que este artigo propõe pensar os espaços de cruzamento do estúdio artístico com as práticas desenvolvidas pelo professor-artista.
Este entendimento do estúdio como um campo expandido põe em causa o espaço modernista de criação individual e isolada do autor como criador. Então, como se podem entender os limites deste esbatimento? Que possibilidades se abrem?
Que perigos se escondem por detrás destes pressupostos?

Palavras-chave: professor/artista, investigação/acção, estúdio.

Autor(es)
Ano 2012
Tipo Publicação em Actas, Texto não publicado
Publicação II Encontro Internacional sobre Educação Artística (2EI_EA)
Idioma Português
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