Entre Desenhos-Daninhos: A Inscrição da Potência

A partir do conceito aristotélico de potência, desenvolvido por Giorgio Agamben (2007), propomo-nos traçar uma análise do Programa da disciplina de Desenho no Ensino Secundário. Considerando o Programa de Desenho enquanto representação de uma potência, propomo-nos caracterizar o sujeito pedagógico, aí necessariamente implícito e em devir. Na resposta a determinadas identidades previstas pelo programa para os seus sujeitos, recorremos a Michel Foucault (1988) para empreender esta análise, particularizando os efeitos do programa sobre os processos de subjectivação dos alunos enquanto alunos de desenho. Assim, um encontro com a potência conduzir-nos-á a pensar no seu lado outro: a impotência, que representará um espaço onde esperamos ser possível questionar a estabilidade de um discurso sobre o desenho  que, enquanto produtor de subjectividades,  pensamos passível de questionamento num contexto contemporâneo. A análise que se apresenta resultou da experiência de estágio – realizado na Escola Secundária Aurélia de Sousa, no Porto, junto de uma turma de 11º ano, do Curso de Artes Visuais, no âmbito do Curso de Mestrado em Ensino de Artes Visuais no 3º Ciclo e no Secundário – no contexto particular das aulas de Desenho. Aí, desde a observação e participação nas aulas, até à realização de conversas com os alunos – nomeadamente as ‘Com_versos……e Desenhos’ – foi possível estabelecer relações, construir indagações, e resgatar fragmentos, imprescindíveis ao desenvolvimento desta reflexão.

PALAVRAS-CHAVE: desenho, potência, subjectivação, sujeito, ensino secundário.

Autor(es)
Ano 2013
Tipo Tese
Instituição Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação e Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto
Grau Mestrado
Orientador(es) Catarina Silva Martins
Idioma Portuguese
Área Educação Artística