Desígnios do Desenho no Contexto da Cultura Visual.

Almada Negreiros, pintor português de meados do século XX, costumava dizer que não gostava de quem não soubesse desenhar-se. Desenhar aparece-nos como uma faculdade humana tão importante quanto falar desde a mais tenra idade. E, de fato todas as crianças desenham e desenham-se tanto na escola como fora dela. Os espaços do desenho têm vindo a habitar a arte-educação desde os seus primórdios. Hoje, como ontem, o desenho aparece como uma capacidade a desenvolver na aprendizagem inicial e ao longo da vida. Perguntamos, então: De que modo o desenho se pode apresentar no contexto das multiliteracias? E que dizer dos espaços do desenho nos contextos da cultura visual? Temos constatado que o debate em torno da “visualidade” e da cultura visual tem tido impacto na arte-educação. Será que nesse debate tem havido lugar para o desenho? Estas e outras questões são abordadas neste texto que termina por apresentar um terceiro espaço pedagógico para os desenhos do desenho que não se coaduna facilmente com fronteiras rígidas entre escola e meio ou entre análise e produção.

Palavras-chave: Desenho; Arte-educação; Cultura visual; Escola.

Autor(es)
Ano 2010
Tipo Artigo em jornal sem revisão por pares
Publicação Educação e Linguagem 13, 22
Editora Universidade Metodista de S. Paulo.
Local Brasil
Ed/Org Roseli Fischmann, Maria Leila Alves, Marília Claret Geraes Duran
ISBN / ISSN 2176-1043
Idioma Portuguese
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