Desenhar um Currículo de Artes entre as Especificidades Regionais e as Orientações ‘Translocais’

Construir o currículo para as artes é sempre uma tarefa árdua que parte de princípios orientadores políticos sobre a educação e a cultura a par de princípios teóricos do campo da educação artística e da tradição pedagógica existente. No entanto o currículo oficial funciona apenas como lista de conteúdos e princípios orientadores da prática pedagógica e da aprendizagem que se pretende que os alunos adquiram. O verdadeiro currículo é feito pelos professores, pelas escolas pelos alunos e pelo meio. Entenda-se currículo como um percurso que se fará sempre tendo em conta as realidades do meio. Equacionar as realidades locais no desenho do currículo das artes é um aspecto importante, não só porque em artes os grandes recursos de aprendizagem estão tanto em culturas globais como locais mas porque através da aprendizagem das artes se pode desenvolver a educação para a sustentabilidade, ajudando o alunos a compreenderem o seu papel e responsabilidade na sociedade em que vivem. Será que um currículo regional que tenha em conta estes interesses poderá ser um aspecto importante no futuro da região? De que modo poderá preservar as especificidades locais e património local e regional?

Autor(es)
Ano 2011
Tipo Artigo em jornal sem revisão por pares
Publicação Revista Portuguesa de Educação Artística, 1
Páginas 45-51
Editora Secretaria Regional de Educação e Cultura
Local Funchal
ISBN / ISSN 1647-905X
Idioma Portuguese
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