Da representação de “imagens do mundo” às “criações ônticas” da “era do design total”

O que se considerava modernamente por “imagem do mundo” é posto em causa pelo investimento da tecnociência contemporânea. O texto apoia-se na análise de Hermínio Martins das tradições do pensamento ocidental sobre o domínio da natureza: as concepções prometeica e fáustica. Este estudo permite pensar que para além da alienação que permitiu ao homem conhecer coisas e concebê-las (homo faber), e com isso construir “imagens do mundo”, estamos prestes a emergir num mundo povoado de novas “criações ônticas”, ou melhor, um mundo passível de ser inteiramente redesenhado (design total). A arte contemporânea interessada pelos meios científicos como a biotecnologia (bio-arte) revela este paradigma no seio do laboratório: o emergir de uma “quase natureza” que evidencia o homem como “o” criador (homo creator).

Autor(es)
Ano 2011
Tipo Artigo em jornal sem revisão por pares
Publicação Revista de Comunicação e Linguagens, Nº41
Páginas 201-209
Editora CECL e Relógio D’Água Editores
Local Lisboa
Ed/Org José Bártolo (org.)
Idioma Português
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