Claro-Obscuro – Em torno das representações do Museu no Cinema

Esta dissertação pretende compreender os tipos de representação do museu no cinema. Este pro- cesso é feito por uma análise etimológica e crítica ao conceito ou ideia de museu, daí partindo para o seu encontro com a ideia de cinema – não só na natureza de fenómenos públicos que a sua noção comporta, mas também como refracções de uma longínqua arte da memória que, ao potenciar imaginações – de museus e de cinemas – possibilita, neste caso concreto, um conjunto de represen- tações, no cinema, do museu e da sua ideia. A tipificação ou categorização de cenas de museu, a sua análise e a compreensão das suas causas, permite concluir que estas representações cinematográ- ficas são dissonantes do modo como o museu se define a si próprio: se o museu se vê como um lugar luminoso e claro, o cinema vê-o como um espaço estranho e obscuro.
Palavras chave: cinema, museu, museologia, representação, ficção, memória

Autor(es)
Ano 2014
Tipo Tese
Instituição Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto
Grau Mestrado
Orientador(es) Professor Doutor Bernardo Pinto de Almeida
Idioma Português
Área Museologia, Curadoria, Estudos Artísticos, Cinema