“Artes tecnológicas” e “Arte pública”

Artes Tecnológicas

A noção de artes tecnológicas tem servido para designar as novas hipóteses de trabalho que os artistas têm hoje ao seu dispor e que advêm da crescente penetração das tecnologias no seio da sociedade contemporânea e da arte. As tecnologias digitais, sobretudo, têm-se desenvolvido de forma exponencial e com uma rapidez nunca vista. Daí que sejam estas, nas suas mais variadas configurações, que vão da manipulação fotográfica até às propostas especificamente criadas para o universo virtual da internet, que tenham tido um maior desenvolvimento. Uma das características fundamentais da nova paisagem tecnológica da arte é a sua pluralidade medial, a par de noções novas inerentes ao fazer no âmbito do digital, como é o caso paradigmático da interactividade. Assiste-se, hoje, a uma redefinição do território das artes tecnológicas, a um discernimento que contraria o deslumbramento inicial mas, sobretudo, a uma condição comum da produção artística a este nível no âmbito alargado das artes contemporâneas.

Palavras chave: arte e técnica, imagem digital, espectador, fotografia, vídeo, cinema.

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Arte Pública

A questão essencial que se coloca é: onde se situa o espaço público? Este deverá ser encarado como mais do que um mero plano de áreas deixadas livres na paisagem urbana e entendido como algo que deverá estar continuamente a ser injectado de energias colectivas nos mais variados níveis. Um problema novo, contudo, coloca-se nos nossos dias: o abandono dos centros urbanos e a transfiguração das periferias em novas centralidades. Para tal é, muitas vezes, utilizada uma certa “arte pública”, de gosto massificado, que possibilita uma espécie de efeito sanitário nas zonas a ser intervencionadas. Mas existem outras possibilidades em aberto para a arte nos espaços públicos. Aquelas que, como no caso paradigmático da cidade alemã de Münster, convivem, de forma intrinsecamente colaborativa, com os seus habitantes. Ou, então, as intervenções mais efémeras e experimentais que são levadas a cabo por artistas em nome individual ou por grupos colaborativos nas ruas das grandes cidades.

Palavras chave: paisagem, site specific, arte contemporânea, arte vida e meio

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O «DICIONÁRIO CRÍTICO DE ARTE , IMAGEM, LINGUAGEM E CULTURA» foi desenvolvido no âmbito do projecto «Comunicação, Cultura e Arte no Museu do Côa» (2008/2010), em colaboração com o Ministério da Cultura / IGESPAR e o PAVC, encontrando-se também instalado e disponível no site do Museu do Côa.

Ano 2008
Tipo Artigo electrónico, Outro
Publicação Dicionário Crítico de Arte, Imagem, Linguagem e Cultura
Editora Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens | Universidade Nova de Lisboa em colaboração com o Ministério da Cultura | IGESPAR
Ed/Org Fernando Cascais, José Augusto Mourão, José Bragança de Miranda, Margarida Medeiros, Maria Augusta Babo, Raquel Henriques da Silva, Teresa Cruz.
Idioma português
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