Analogia e Mediação da/na Pintura em Pollock, Riopelle e Leroy

O conceito de analogia transposto para a obra/objecto de arte tem que ser entendido como uma espécie de ferramenta eventual, embora paradoxalmente presente e fixa,  que possibilite uma relação criativa e simbólica muito eficaz na aproximação dos domínios da investigação e da produção artística. O que quer dizer, um suposto diálogo entre circunstâncias, lugares, tempos e espaços, e nesse diálogo, impor escrupulosamente uma ideia de caminho, um caminho certo, um resultado único. Por outro lado, a analogia enquanto acto de mediação, propicia perceber a impossibilidade da realidade, e compreender a arte como imagem que se distancia e que se produz entre a descontinuidade e a continuidade.

Entender a analogia como mediação da pintura é entender o acto de pintar como acto de fazer respirar uma ideia. O acto de pintar implica sempre uma necessidade de transformação de materiais e de gestos segundo regras conscientes ou não, produzindo-se, neste contexto, correspondências e analogias a partir de uma realidade ou de um presente, com o intuito de se adquirir sentido. A analogia surge como um instrumento ou ferramenta de reflexão, de enquadramento e de contextualização dos objectos artísticos.

 

Ano 2012
Tipo Capítulo de Livro
Publicação Analogia e Mediação: Transversalidade na Investigação em Arte, Filosofia, e Ciência
Editora FBAUL