A Exaltação de um Sentido: Arte Háptica

O “futuro é háptico” é o que temos vindo a ouvir de tecnólogos e teóricos visionários. Porém, o háptico não é um atributo tecnológico, mas sim uma função biológica. Háptico é um termo quase desconhecido fora dos discursos de investigação e dos laboratórios de engenharia. Quando se pergunta, a maioria das pessoas ignora a relação entre háptico e tato. O que geralmente se desconhece é que o háptico refere-se ao nosso complexo sentido do tato, formado pelos sistemas sensoriais cutâneo, proprioceptivo, cinestésico e vestibular.

Por isso, o âmbito de ação do háptico é muito mais abrangente, do que aquilo que somos habitualmente levados a perceber.

Esta investigação propõe redescobrir o háptico através do cruzamento entre a arte e o design mediados por tecnologias emergentes, e explorar as possibilidades ao nosso alcance para criar e experienciar o háptico, substanciado por uma compreensão mais profunda da sua essência.

Nesta investigação introduz-se o termo Istantica para caracterizar uma experiência sentida pelo tato, etimologicamente derivado do Grego aisthanthike, que significa “sentida.” E elabora-se a Teoria da Experiência Istantica que propõe formalizar a análise da qualidade das experiências sentidas, utilizando métodos descritivos fenomenológicos avaliativos da psicologia adaptados para experiências istanticas.

Palavras-chave: sentido do tato, percepção sensorial, sistemas tangíveis, superfícies reativas, materiais que alteram a forma, dispositivos orgânicos para utilizador, eventos palpáveis, arte háptica, experiências istanticas.

Autor(es)
Ano 2016
Tipo Tese
Instituição Faculdade de Engenharia, Universidade do Porto (FEUP)
Grau Doutoramento
Orientador(es) Prof. Dr. Miguel Velhote Correia
Idioma English
Área Media Digitais