Teoria e História do Desenho para quê?

RESUMO

…a explicação é o mito da pedagogia…” (Jacques Rancière, O Mestre Ignorante)

Nada é tão novo e recente quanto o passado. O tempo – ou melhor, a memória que dele ficou – é uma escolha permanentemente reconstruida, uma página em permanente revisão.” (Mia Couto, in Expresso-Revista, 5 Junho 2010)

A história recente do olhar é também a história do olho ameaçado pelo excesso do visível e pela falta de imagens. (…) se aceitarmos que a existência de uma imagem depende não tanto da sua capacidade de afirmar o visível, mas de fazer com que o olhar hesite diante daquilo que vê. Daí a situação paradoxal na qual, mesmo em excesso, a imagem, como algo que se destaca do visível, continua a fazer falta” (Laura Erber, Precisamos de Falar Sobre Imagens)

 

Este é um tema claramente egoísta e que advém da sequência de leccionação de ‘Teoria e História do Desenho’ em 10 anos de edições do Mestrado em Desenho e Técnicas de Impressão. Não é um problema de criação, não é um problema de “investigação”. É simplesmente aproveitar um momento para o colocar. O problema põe-se desta maneira:

Para que serve conhecer hoje a História (neste caso) do Desenho? Qual o seu interesse?

Como comunicar, fundamentalmente, não a História do Desenho, mas o seu interesse?

O que é a História? O que é o Desenho? Com que instrumentos vemos/lemos hoje as imagens?

O que é interpretar as imagens? Que hermenêutica? O que nos diz a História do Desenho sobre o modo como nós a entendemos? O que remete para os modos como nós entendemos?

Há História ou há modos de construir as histórias? Como cada tempo/lugar constrói as suas “verdades”?

Se a “História é escrita pelos vencedores”, quais são e onde procurar as outras histórias? O que nos traz o olhar do passado sobre o presente? O que procuramos na História? O que resta depois de tudo?

Para que serve “explicar”?

Título do Evento Encontro Sweatbox: Imagens para uma Estratégia Plural do Desenho e(m) Investigação
Título da Comunicação Teoria e História do Desenho para quê?
Data 14 de Abril de 2016
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