Quando alguém morria perguntavam apenas: tinha paixão?

Exposição coletiva | Quando alguém morria perguntavam apenas: tinha paixão?
Curadoria | Óscar Faria
Local | Sismógrafo, Porto
Datas | 15.12.2017 – 20.01.2018

“COM:
Amy Hollowell
André Gomes
António Poppe
Bruno Zhu
Diana Carvalho
Hernâni Reis Baptista
Inês Dias
Isabel Duarte
Óscar Faria
Joana Fervença
João Jacinto
João Soares
Manuel de Freitas
Maria João Macedo
Paulo da Costa Domingos
Pedro Morais
Rui Baião
Rui Chafes
Sebastião Resende

LEITURAS / PERFORMANCES:
Janeiro (data a anunciar)
André Gomes
António Poppe

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Dois versos de um poema de Herberto Helder, publicado pela primeira vez em “”A Faca não Corta o Fogo: súmula & inédita””, constituem o ponto de partida deste projecto composto por uma exposição e um livro. Trata-se, esta, da tentativa de responder a uma pergunta, tal como era supostamente formulada na antiga Grécia[2], quando a paixão ainda era “pathos”, ou seja, possuía diferentes acepções – por exemplo, no Timeu, Platão enumera cinco paixões principais: prazer, tristeza, ousadia, medo e esperança.

Não se sabe se, para escrever o seu poema, Herberto Helder se terá aproprido de uma fala do filme “Feliz acaso” (“Serendipity”, 2001), quando Dean Kansky, protagonizado por Jeremy Piven, diz: “You know the Greeks didn’t write obituaries. They only asked one question after a man died: «Did he have passion?»”. Esta é, contudo, uma pergunta que nos toca a todos, sobretudo quando ela tem a relevância de uma síntese: através dela resume-se toda uma vida. A dos outros, a nossa.”

 

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