Matéria Sonora

FBAUP, julho de 2012

Registos sonoros que variavam entre o realismo perceptível dos sons da água e a abstração ruidistas originada pelas diferentes pressões da correnteza, sobretudo no caso dos hidrofones, ou do “contacto” vibratório decorrente da exploração sólida dos materiais e das suas texturas, desde o “riscar” das superfícies ao percorrer com um pau as diferentes densidades físicas do leito do riacho. Sons de frequência variável, consoante a intensidade, apesar de tudo constante da água, e da sua vibração-propagação através de materiais mais “estáveis” e de maior densidade, como a madeira e o xisto, mas também do arame.

Recontextualização, num novo espaço de fusão entre o aural e o objetual, de síntese composicional sonora entre os três elementos naturais, aqui simbolicamente representados pela matéria xisto, e os vários ciclos temporais de escuta e observação da totalidade da peça.