A meio de qualquer coisa

Exposição coletiva | A meio de qualquer coisa
Curadoria | Nuno Ramalho
Local | Galeria Graça Brandão, Lisboa
Datas | 12.03.2016 – 30.04.2016

“Artistas: Catarina Real, Diana Carvalho, Felícia Teixeira e João Brojo, Frederico Brízida, João Gabriel Pereira, Paulo Osório e Pedro Huet

Curador: Nuno Ramalho

Como imaginam o mundo dentro de 10 anos?

Esta foi a ideia lançada aos 8 artistas, todos em início de percurso, que integram a exposição “A meio de qualquer coisa”: Catarina Real, Diana Carvalho, a dupla Felícia Teixeira e João Brojo, Frederico Brízida, João Gabriel Pereira, Paulo Osório e Pedro Huet. A sugestão foi avançada pelo também artista e curador da exposição, Nuno Ramalho.

O repto inicial deu lugar à pluralidade de interesses característicos das actuações individuais de cada artista. As abordagens passaram naturalmente por interrogar múltiplos planos que, ainda assim e de forma não coreográfica, isto é, livres do espartilho de um qualquer exercício de curadoria, estabelecem entre si uma rede de reflexos.

Desde logo surgiram pontos comuns, como aquele que se forma a partir de questões ligadas à exploração da identidade — a do sujeito para consigo próprio, através da comunicabilidade que estabelece com os seus pares, no que estende até um mundo complexo nos seus aspectos culturais, económicos, tecnológicos, politicos, ou ainda na manifestação de códigos e lugares contidos no cruzar de todas essas ligações.

Trata-se assim de interrogar aquilo que no mundo se institui e afirma, acabando por o moldar, tendo como unidade de medida o sujeito e as suas formas de actuação. Aqui incluem-se concretamente as produções artísticas, os seus processos, formas e conteúdos, sempre capazes de operar mais além dos limites e visibilidade determinados por essas mesmas condições. É nessa perspectiva que se apresentam as propostas que testemunhamos nesta exposição; elas procuram expandir de modo não-dogmático a interrogação àcerca das formas através das quais a arte, efectivamente, afecta o mundo a que pertence — bem como aquele outro, mais distante e futuro, que ajuda a concretizar.

A unir estes artistas encontra-se igualmente uma vontade para lá da voracidade tecnológica com que a geração a que pertencem se encontra identificada, muitas vezes de forma redutora. De facto, as obras apresentadas partilham na sua maioria um olhar inteligentemente apontado a meios e soluções que inscrevem neste mesmo tempo, de hiper velocidades e permanente deslumbro pelo último gadget ou app, possibilidades do pensar e fazer artístico que não as que eventualmente esperaríamos encontrar entre artistas tão jovens. ”

Ruína : Ruim (Set of 7 drawings), 2016

 

Ruína : Ruim (Set of 7 drawings), 2016

 

Ruína : Ruim (Set of 7 drawings), 2016

 

Ruína : Ruim (Set of 7 drawings), 2016

 

sem-título-untitled-2014

 

sem-título-untitled-2014

Photo © António Jorge Silva

 

Autor(es)