A arte útil e as industrias culturais: Haverá arte depois da cultura?

Quando lançamos a ideia desta colecção de cadernos, em mais uma colaboração frutuosa e necessária do Doutoramento em Artes Plásticas com o Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade (i2ADS), existiram dois pensamentos que, desde logo, povoaram o nosso projecto: antes de mais, o corporizar de uma possibilidade, quase responsabilidade, que ambos os organismos têm: a sua contribuição para a discussão e divulgação de assuntos importantes do seu território. Estar, de uma vez por todas, sintonizados com o nosso tempo e com as suas questões fundamentais e, acrescente-se, produzir materiais que, pela sua importância, afirmem o seu inequívoco interesse, não só dentro das paredes da Faculdade, mas, também, no meio a que pertencemos: o das práticas artísticas. Por outro lado, resistir à digitalização compulsiva da nossa realidade e manter a escolha da edição em papel. A edição ensaística na nossa área, sobretudo em papel, é, no nosso país, muito pobre, por isso, esta colecção é, também, um acto de resiliência: contra a escassez crítica e, porque não dizê-lo, contra a nova perversidade pintada de verde que nos quer vender a tecnologia como alternativa ao papel. Não será bem assim, todos o sabemos e esta colecção quer fazer parte desse lado resistente, ou não se designasse a si própria como “lado B”.

É, por isso, com algum indisfarçável orgulho que apresentamos este novo caderno, desta vez, com um importante texto da pensadora mexicana Irmgard Emmelhainz.

Ano 2020
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